Wednesday, July 02, 2008

Sou expert...


...em fingir (pra mim mesmo) que está tudo bem.

Não é insegurança. Nem hipocrisia. Nem cinismo. E nem conformismo. É "A Vida Como Ela É". Um feel me sem fim, nem começo. Sem "vi", nem "conheço". Chega a ser inconsciente.

Tente encarcerar um fobofóbico e um autofóbico, e veja como, contraditoriamente, eles se completam. Um teme seu próprio medo; o outro teme a si mesmo. O fobofóbico cura a solidão do autofóbico, e o autofóbico não teme o fobofóbico, nem seus medos. Dois inadequados da sociedade corriqueira se completando, se adaptando, unicamente encarcerados. Um para o outro, outro para o um. Só que é chegado o momento em que o fobofóbico vem a morrer, por descuido, e o autofóbico, em seguida, extirpado os ossos por sua sombra.

O que podemos atestar? Nós que, desde o momento em que escorregamos no mundo, estamos encarcerados em nossos próprios sentidos e em nossa própria cabeça, nenhuma outra?! Na busca eterna do que nos irá completar e destruir. Dos nossos fobofóbicos ou nossos autofóbicos.

E não, não é um acontecimento ou outro que me trazem esses pensamentos. O pensar, em si, já o faz. O pensar em si também.

"(...)Mas, nesse imenso dilema entre o que acontece e o que você acha que acontece, quem pode saber? (...) No fim da noite, tudo sempre acaba em um novo poema...".

I'm back.

5 Comments:

Blogger Loredana said...

Hoje eu senti de voce aquela "proximidade" que voce fala que sente quando me ler.
Pela forma do texto tambem,mas muito mais por partilhar um pouco desse confuso pensar,desse fértil pensar,desse perene pensar,vivo pensar!

mais uma vez: bravo!
voltou com maestria.

8:30 AM  
Blogger Adeus said...

Dimãos, antes de ler a sua postagem eu nunca tinha ouvido falar em autofóbico e fotofóbico. Eu não entendi muito bem o que você quis dizer, não sei se é pq minha cabeça tá meio nas nuvens, mas eu tentei entender, é tanto que li três vezes.

Sem "vi" não, sem mim você não fica. Você não vai se livrar fácil de mim, eu fui pro show do Metric mas já voltei viu? :))) (eu metido me encaixando no texto).

"Nós que, desde o momento em que escorregamos no mundo, estamos encarcerados em nossos próprios sentidos e em nossa própria cabeça, nenhuma outra! Na busca eterna do que nos irá completar e destruir... Na busca eterna..."

:)
O final tá lindo. (No fim da noite, tudo sempre acaba em yum novo poema, inclusive minha tolice.)

Beeeeeeijo Dimãos. :D

8:04 PM  
Blogger . said...

Como sempre, incrível.

2:55 PM  
Blogger Gabriela. said...

Sempre acaba em um novo poema, ás vezes conseguimos sentir a libertação por alguns instantes, mas muitas vezes, nem o poema nos concede essa doce ilusão...

1:35 PM  
Blogger Renata Madureira said...

sem comentários. :/

9:04 AM  

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